Mudanças... falta de título

Bom caro leitor serei direto. Nossas personagens (Yuri e Roberto) foram a mais uma festa de universitários, foi com a turma de direito, ou filosofia. Não sei, é tudo igual para mim. Do prédio não tem muita coisa a se falar, é grande. Como se pode esperar de uma faculdade pública, bem como mal conservado. A festa aconteceu numa noite de temperatura agradável (realmente raro em Curitiba). Ambos chegaram devidamente “aquecidos”. E logicamente começaram a farejar as garotas do recinto, que estava levemente escuro, enfim uma baladinha bem normal. Começaram então a beber (a beber na festa, claro). É crível que a maioria precise desse elixir de coragem chamado álcool, que não raro é chamado de lubrificante social. Dançaram e curtiram por largo espaço de tempo. Acho que “pegaram” alguma “tilanga” para adorno, mas não cri na relevância disso.

Agora Yuri e Beto estavam cansados, e bêbados, positivamente. E como por praxe começaram a divagar, pensar que poderiam falar também. Yuri faz algum tempo, tem saído com uma guria. Posso ter sido enganado pela memória, mas seu nome é Ana Paula.

Marta garota que estava ficando com Roberto estava reclamando do mundo não mudar, da incapacidade das pessoas mudarem e essas coisas. Seu consorte estava meio de saco cheio do papo, mas a idéia dentro das palavras da guria não parava de o fazer pensar.

Roberto rompeu o silêncio: “Eu tive uma namorada, ela tinha um gosto musical péssimo, escutava sertanejo, pagode. Depois de algum tempo ela começou a ouvir minhas músicas. Consegui também moldar seu pensamento, para não brigarmos. Não sei se isso fora uma vitória, afinal de contas tudo ficou muito chato e terminamos pouco tempo depois”.

- Isso é horrível, ela deixou de ser quem era – Disse Marta quase bufando – Ela deve ser uma pessoa de caráter muito fraco. Ou você é um lazarento mesmo!

- Não, nada disso! Apenas estava apaixonada por mim. E não me pergunte como pude ser tão crápula. Apenas usei isso para ter uma pessoa que estivesse mais ao meu agrado – Disse Beto em tom quase peremptório, mas ainda calmo.

- Você realmente é um merda. Homem nenhum presta mesmo, queria ver se você se sentiria tão legal sendo usado feito objeto, moldado feito massinha de modelar. Mas Seria uma utopia feminista de final de semana minha – Disse a esbaforida guria. Deixou a mesa.

Mas antes que ela fosse Roberto segurou a guria, viu o semblante de se amigo, como se soubesse o que viria pela frente.

Yuri estava quieto, na dele, bebendo mais um pouco e ouvindo com atenção a conversa dos dois. Ele estava pensando também no tema. E decidiu falar alguma coisa:

- Se as coisas não mudam é por culpa da nossa raça. Somos programados para viver em famílias, o que em todos os sentidos acho maravilhoso, mas é muito mais difícil aceitar diferenças fora de nossos círculos. Eu estou apaixonado por uma guria, já disse isso a muita gente. Ela é forte, decidida e tem a iniciativa que eu não tenho. Não é completamente estudada, conquanto seja muito inteligente. Em suma a única coisa que somos de fato iguais é o de que somos irmãos mais velhos de nossas linhagens (não quis colocar todas as diferenças pois não cri ser relevantes por agora). A maioria dos relacionamentos que duram se baseiam na aceitação daquilo que não agrada um das partes? Não. O triste fato é que tentamos sempre moldar as pessoas, principalmente aquelas as quais amamos, a um ideal egocêntrico e babaca, por isso o mundo não muda. Moldando as pessoas mostramos – em primeiro – uma negação às vontades de mudança e por conseguinte um fracasso total nas tentativas de mudarmos nossa própria natureza. Aí você entra naqueles “blogs” onde um monte de gente escreve texto chato com cara de artigo acadêmico dizendo em tom apocalíptico que nada vai mudar, que todas as coisas continuam numa merda colossal, que ninguém presta (exceto o animal que esta redigindo). Podemos nos tornar gigantes apenas convivendo com as diferenças, vendo em cada traço idiossincrático um campo repleto de boas oportunidades de crescimento, tanto individual como coletivo. Yuri agora quase sem fôlego recosta na cadeira, e pede mais uma dose de alguma coisa.

 

Acabei, espero. Não vou aqui explicar coisa alguma, em outras histórias desses caras (quem sabe) eu darei maiores detalhes. Mas isso é a meu tempo, e a meu critério.

EEEEEEEEE... Erro

 

Abraça os joelhos

O corpo, como um todo

Caído no chão

Lâminas nunca foram tão macias

Mas esqueça, as coisas não mudam...

Quebrado o brinquedo serve

Serve ainda como troféu

Um pedaço que falta

Um lado que escapa

Ainda se joga com ele

Ainda Joga-o contra a parede

Viu! Ele serve para a diversão

Não venha dizer que não

E agora Maria!?Hein João!?

Chora ante a inutilidade

Clama por perdão

As brinquedos vem e vão

Tudo é vago ainda

Magia do vão

Monossílaba bonita

Com mais de uma interpretação...

Não ta bom...

Lapa Auna III

 

Você ainda esta aqui

Querendo ou não

Não vai partir

Eu já me parti

Em ferida em carne

Entre espadas e lanças

De todos os lados

Açoites e navalhas

Era sim um lance de pele

Era de fato o que era pra ser

Era uma teimosia

Sentir teu cheiro na minha pele

Perceber-te antes de chegar

Agora o um dia ruim

Um telefone mudo

Um corte na palavra

E o tato não é mais nada

Guardo o uivo ... tremo

Dê um pouco, não muito

O “foi” era um mito

Como sempre, não contínuo

Ficar no quase, estar em êxtase

Quero isso também

Quero só

Só isso

O espirito só pode ser vendido

O teu e o meu

Se for enfasado numa garrafa

Não está bom, mas saiu no café da manhã (de manhã cedo)

Empurrei todo o açúcar

que n'outro tempo transbordava

para debaixo do armário

consegui esocnder a dolçura

A Carta

 

Passeia na minha garganta

A cada segundo

Vai indo de pouco, depois

Muito mais profundo

Escorre um rio

Meus olhos no teto

Sinto tudo se esvair

Cada gota, um pedaço de mim

Coisas que não acontecem

Imagens malvadas

Não que me deixam

Perseguem-me onde eu vá

Onde eu tente me esconder

Sofrimento e alivio

Mostram um equilíbrio

Que não existe

Minha fraqueza e minha carne

Imutável, consegui ser

Intolerável, instável

E a carência como meu pecado

Pena de morte, que seja

Serei absolvido

Quando a ultima gota

Parte final tenha-se ido

Corpos dos falecidos

Não sofrem castigo

 

 

005

 

Quero te dar muita porrada

Você é uma vaca feia

Maldita seja essa sua fraqueza

Não me faça sentir pena

Tentei chegar mais perto

Dei-te a mão pra você subir

Você arrancou meus olhos

Só Pra me dizer por onde andar

Vou recuperar minha visão

Vou cravar um espeto

Bem grande no seu rabo

Eu já desisti de me tornar teu amigo

Já não quero mais compreender

Aquilo que nunca me foi dito

Pare de ser tão malvada

Não corte essa carne estragada

Ainda pego você

E não te direi o que vai acontecer.

Ficarão mais constantes (os "posts")

 

Segunda-feira

 

 

É....

Hummm

Mas uma vez

Toda vez fora igual

Não hoje...

Acordei caindo da cama

Foi feio

De cara

Igual quando fiquei

Antes de dormir

Hoje é pé na porta

Beijos nas porcas

As xuringadas que me aguardem

Vou ouvir pagode de merda

E achar que o amor é lindo

E não tem sexo

Por que hoje é dia de ser

Um cara excêntrico

Original? Não apenas estranho

Ou sim, eu já não sei

Hoje vou falar feito carioca

E me sentir um parvo

Vou sair, sozinho

Beber pouco

E acabar com tudo isso...

Sem título

Tolice, e doce enfado
Tudo chato, silêncio desesperado
Busca por prazer
Em vários corpos
A todo custo
Prazer, como fazer?
Sem dor... sem temer?
A busca solitária e inglória
Por satisfação... possivel
talvez ... eu não sei, não
A carne satisfeita
Cansada mas feliz
O estomago cheio
Bom isso também
Eu sempre quis
Alguém optou pela alma?
Satisfazer-se com o sorriso?
É chato? Parece posivel?
Quero ter a força
de uma nova geração
que deixa a carne de lado
os vegetais também, por quê não
E buscar um novo caminho
como ja fora tentado
e desistido...sei lá
Parece difici...
Poder pensar:
Se por satisfação for
que antes seja
pois
da alegria de espírito...
acho q estou sozinho...
ta chato...

Dies iræ
Dies illa
Solvet sæculum
In Sybilla
11/06/2008
Manhã ensolarada em Curitiba
A sete nunca me pareceu
tão..
preenchida... mas não sei quem são
Não conheço
Transeuntes, passageiros...
No 5º andar...
sinto-me pernósticamente superior
Em sentido...
O contrário em sensação
escrevo num pedaço chão
escrevo poucas palavras
nas teclas como se usasse o esfregão
Triste ignorância nossa, sempre só
E dela eu queria, se possível fosse
A parcela que concerne à fé
Pra variar
Para animar

Vamos ver tevê

Entreter e entristecer

Queremos um mundo de fantasia

Com toques de realidade

Novelas, vidas sem vida

Verdades absolutas

Que não sei, não conheço

Não vejo na minha casa

Tanta gente bonita

Na escola ou nas esquinas

Dos caminhos sem volta

A mentira por verdade?

A parede de nossas cavernas

Tem luz, mas leva-nos as trevas

Propaganda do mal

Besteira? Banalidade?

Ok! Vamos ver tevê

Espirito consternado...
Quinta-feira

Quinta-feira: Aprendi sentir
Reconhecer (admitir)
A tal consternação
Não daquele que se foi
Mas daquela que ficou...
Sem a janta
Dias e noites, já cotidianas
Já comodáticas
Não por isso monótonas
Mas sim seguras
E a mão
Não mais segura...
Fria, saudosa...
Eu Reconheço os pesares
Dou meus os pêsames
A ti... Como causa infundada
Cousa sem importância
E aquela, da bela pele
Suave e ríspida
Como a brisa...
E outras coisas mais bonitas
Que não sei escrever
Tem bochechas rosadas
AGORA!
Ensopadas de lágrimas
Lábios, belos, trêmulos...
Tempesta passageira passará...
E você voltará...
Adeus.
Cotidiano

Não falo, eu não.
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Todos os mudos são solteiros
Todos os medrosos estão soltos
E camuflados de preto
São eles, somos todos tolos
Cansei de pensar
Farei como minha mãe disse
Pararei de pensar
Começarei a sentir
Mas nem sei pro onde começar
Conversa contida
Atitude medrosa
Melindre nosso de cada dia
Pôr uma palavra, ou silêncio
Notas e pausas na pauta...
Formam sons, e não soluções
São válvula de escape
Para que a gente fuja
Mas...
Espero o primeiro passo
Nem se seja o seu
O seu!!!
O seu!!!
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BRASIL, Sul, SAO JOSE DOS PINHAIS, AFONSO PENA, Homem, de 15 a 19 anos, Portuguese, Arte e cultura, Arte e cultura
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